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Nem sempre o mau hálito tem origem na boca

on 18 Fevereiro 2015

A grande maioria dos casos de mau hálito tem origem na boca. Isso ocorre pela diminuição gradativa da quantidade de saliva produzida, o que favorece a formação de uma placa bacteriana

esbranquiçada na parte posterior da língua (saburra lingual). Formada por restos alimentares e bactérias, que liberam compostos de cheiro desagradável (chamados compostos sulfurados voláteis – CSV), é responsável pela produção do mau hálito. 

Mas a halitose não é causada somente por problemas locais, podendo ser um indicador de desordens sistêmicas sérias, principalmente as patologias das vias aéreas superiores (sinusites, amigdalites, rinites, adenóides). Podem gerar mau hálito principalmente por tornar o paciente um respirador bucal.

Outra causa comum de halitose vinda de dentro do organismo, são os longos intervalos em jejum que provocam a hipoglicemia (quem já fez regime para emagrecer sabe disso).

É normal ter halitose ao acordar. Isso se dá pelo jejum da noite, associado à redução do fluxo salivar que acontece normalmente durante o sono. Após ingerir o café da manhã e escovar os dentes, esse hálito alterado deve desaparecer. Se não desaparecer, existe algum problema que deve ser investigado e tratado.

Bebidas alcoólicas e diversos alimentos (principalmente os com excesso de gordura e proteína animal, além do alho, cebola, frituras, alimentos que contenham enxofre, etc.) podem causar uma alteração no aroma bucal, especialmente em pessoas que já tiveram ou têm algum problema no fígado, pela dificuldade deste em metabolizar certas substâncias presentes nesses alimentos.

A maneira mais simples de identificar o mau hálito (halitose) é pedir a uma pessoa de confiança que faça esta avaliação para você. Caso você identifique o problema ou caso você se sinta constrangido a pedir a alguém que o avalie, procure um dentista especializado em halitose, para que este possa ajudá-lo no diagnóstico e no tratamento.

Consequências do Mau Hálito (Halitose)

— Restrição social: em muitos casos, o portador da halitose não sabe que tem mau hálito. Isto ocorre porque o epitélio olfatório se cansa ou fadiga, se acostumando ao odor e falhando na percepção (fadiga olfatória). O paciente com halitose se acostuma ao próprio mau hálito. A halitose agride as pessoas que convivem com o portador, que começam então a se distanciar dele. Ele passa a ser discriminado no seu trabalho e nas relações afetivas. 

— Alteração de comportamento: quando o portador da halitose sabe do seu problema, ele fica inseguro ao se aproximar das pessoas, fica retraído e frio em seus contatos.

— Maior predisposição a gastrite, amigdalite, pneumonia, periodontite e outras doenças (à medida que a saburra se forma, ela passa a ser um meio propício também à instalação e à proliferação de microorganismos patogênicos cuja porta de entrada é a boca).  

Dra. Luciane Marchiori
Cir. Dentista | Especialista em Periodontia  - CRO - 9387